Precarização dos contratos de trabalho e desemprego trazidos pela Reforma Trabalhista afetam categoria gráfica

Em novembro de 2017, passou a valer a Reforma Trabalhista, trazendo altos índices de desemprego e a precarização das relações trabalhistas através de ataques a direitos trabalhistas conquistados há anos e através de muita luta!

Você sabe quais foram as principais mudanças que a Reforma Trabalhista trouxe para sua realidade?

Confira alguns pontos!

Homologação: agora pode acontecer sem fiscalização do Sindicato. Antes da Reforma Trabalhista, a homologação era realizada obrigatoriamente no Sindicato ou no Ministério do Trabalho, mas agora é permitido que a própria empresa faça, trazendo enorme insegurança jurídica ao trabalhador.

Negociado sobre o Legislado: os acordos entre trabalhador e empregador se sobrepõem a legislação. Ou seja, se o patrão pressionar o trabalhador para reduzir seus direitos, vale o que o trabalhador assinar. Em um país em que o desemprego só aumenta, quem vai bater de frente com patrão?

Trabalho Intermitente: ficar sem jornada fixa, à disposição do empregador e não ter salário fixo, ganhar apenas pelas horas trabalhadas efetivamente. Essa é a realidade do trabalhador em contrato intermitente. É a total precarização das relações trabalhistas e da desvalorização do trabalhador!

 Demissão de comum acordo: quando o patrão quiser demitir e não pagar a indenização, vai convencer o trabalhador a aceitar a demissão de comum acordo. O trabalhador não terá direito ao seguro-desemprego, sacará apenas 80% do FGTS e receberá apenas metade do aviso prévio e da multa do Fundo.

Justiça do trabalho: foi enganado na homologação? Seu patrão não segue corretamente os direitos previstos em CCT? Atenção redobrada para entrar na justiça! Se o trabalhador perder, mesmo só em parte da ação, ele paga as custas do advogado correspondente proporcional da ação! Mais uma medida que facilita a vida do patrão e dificulta a do trabalhador!

Lembramos que oferecemos atendimento no Departamento Jurídico, que funciona às segundas-feiras, das 13h às 17h, e às sextas-feiras, das 9h às 12h. Em caso de dúvidas, procure nosso Sindicato!

Além de tudo isso, o desemprego cresceu na mesma proporção que a precarização dos contratos de trabalho. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o primeiro trimestre do ano fechou com 13, 7 milhões de brasileiros desempregados.

A categoria gráfica tem sentido na pele os efeitos da Reforma! Além de trabalho intermitente e a demissão de comum acordo, o setor sempre sofreu com a alta rotatividade dos trabalhadores e contratos temporários.  “Assim, fica fácil o patrão demitir um trabalhador que tenha um salário mais alto para contratar outro profissional novo na casa ganhando menos e desenvolvendo a mesma função. Infelizmente, o setor gráfico tem sofrido com essa realidade. Há cinco anos, éramos em 15 mil trabalhadores gráficos, hoje, somos em média 10 mil”, afirmou o presidente do Sindigráficos, Álvaro Ferreira da Costa.

 

 

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