1º de maio - Dia do Trabalhador, sem ter o que comemorar

Data da postagem: 29/04/2022

A situação que já não está favorável há tempos, fez com que o trabalhador brasileiro chegasse a mais um 1° de maio, Dia Internacional do Trabalho, sem ter o que comemorar.

Após os 4 anos de governo desfavorável aos trabalhadores e a pandemia de covid-19 que desestabilizou a economia do Brasil, o assunto em pauta foi sem dúvida a inflação e a perda do poder de compra do trabalhador assalariado. Porém, não foram apenas esses fatores que turvaram a comemoração do Dia do Trabalho: o que também incomodou foi o desemprego (rotatividade) que assolou, não só os companheiros da nossa categoria, bem como milhares de outros trabalhadores com idade economicamente ativa.

Todas essas dificuldades para alcançarmos o básico com o fruto de nosso trabalho, nos remete a Revolução Industrial do século 18, porém com uma diferença: não é a greve ou as reivindicações que nos matam, mas milhares de pessoas morrem toda hora, por não terem acesso ao mercado de trabalho, morrem de frustação, morrem pela falta de perspectiva.

O fato é que o desemprego mata mais que qualquer guerra, a partir do momento que se impede o pai de família de sustentar seus dependentes.

A relação de trabalho e produção está abalada e com um único objetivo: garantir maior lucratividade para os patrões.

Os trabalhadores estão passando por condições degradantes e subumanas de trabalho, por todas as formas de desemprego, pelo aumento dos vínculos vulneráveis, pela queda dos rendimentos reais e concentração da renda. É tanto descaso que realmente foi difícil comemorar o Dia Internacional do Trabalho.

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